A novela, que deveria ser um marco nas comemorações dos 50 anos da Globo, teve em toda sua exibição uma audiência muito abaixo do que a emissora está habituada para suas produções de teledramaturgia. Com 25 pontos de média no Ibope, Babilônia fechou com 18 pontos abaixo de sua antecessora, Império.
O boicote promovido por evangélicos contra a novela foi bem-sucedido, já que havia incômodo com a forma caricata que os cristãos dessa vertente eram apresentados na trama, além da exposição de múltiplos beijos-gay e a constante briga de “gato e rato” entre as protagonistas.
“Telespectadores teceram críticas negativas sobre a trama. A rejeição inicial, aparentemente, se deu pelo conservadorismo do público, mas também pelo alto teor de tensão da trama, com excessos de vilania das personagens Inês (Adriana Esteves) e Beatriz (Glória Pires), cenas de sexo e temas densos como corrupção e homofobia”, destacou o jornal Diário de Pernambuco.
No último capítulo, o político corrupto Aderbal Pimenta, descrito como evangélico, explodiu uma igreja para desviar o foco das acusações de corrupção que pairavam sobre ele, e posou de herói ao salvar uma criança.
Os três autores, Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, ainda reforçaram sua predileção por associar os evangélicos à homofobia ao fazer o personagem Aderbal usar uma bandeira com as cores da militância homossexual para enrolar a bomba, como forma de incriminar os ativistas gays. Para internautas e críticos, os autores passaram do ponto.
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